Poemas

Noturno

Ah marujo meu! O cheiro de cedro do teu barco invade as minhas narinas O balanço das ondas do teu mar embala meus sono, desperta meus sonhos… No convés do teu navio eu danço e celebro a vida E no fundo do teu oceano, sereias oníricas festejam o amor A lua, rainha, beija o solContinuar lendo “Noturno”

Sororidade

Estou cada vez mais convencida de que o feminismo acadêmico não me contempla. Ele é necessário, fundamental, só não me basta. Todo entendimento do mundo sobre sororidade, patriarcado, capitalismo, gênero e sexualidade, são nada se isso não tiver aplicabilidade prática. De nada adianta mencionar Chimamanda, Ângela Davis e Simone de Beauvoir, se você não entenderContinuar lendo “Sororidade”

Tempo Matriarcal

Em épocas matriarcais, ser uma mulher era compreendido como algo especial, por causa da habilidade de sangrar  sem feridas e sem morte. E, reter  seu sangue durante um longo período  na gravidez, para produzir uma vida nova! Que presente miraculoso, a perpetuação da espécie.Como uma mulher entra na idade da sabedoria, seu sangue sábio foiContinuar lendo “Tempo Matriarcal”

Cotovia

Uma menina sentada na janelaEmburrada ou triste?Está lá sentadaBalança as pernas no arOlhos furiosos, dedo em risteA menina está bonitaOstenta vestido de festaMas não penteou o cabeloPorque a isso não se prestaEla sai na rua com as madeixas em desleixoOlhares repreensivos a ela não importamAltiva que é, empina o queixoUma menina sentada na janelaHá umContinuar lendo “Cotovia”

Iluminuras

De retalhos sou feitaDe peças soltas, nossa históriaIdas, vindas,encontros, buscasO tempo é nosso anjo e nosso algozTambém a distânciaa realidade pode ser desafiadorae a fantasia um refúgio de paz 25/05/2020

No sussurro de um relâmpago

No sussurro do relâmpago,intenso arrepio na espinhaTentei conter-me, mas ali estava a pele e o rosto, o sonho dele e o habitar neleTudo ali no sussurro do relâmpagoOs cabelos curtos,Os olhos negros,A fumaça e a folia…Especiarias enfeitavam o meu corpo a canela e o manjericão,a doçura do mel, a textura do mamãoNaquele leito jaziam muitosContinuar lendo “No sussurro de um relâmpago”


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