Poemas

A bela e o vinho

Não aprendi dizer adeus A frase brega e recorrente Não aprendi Nunca aprendi jamais aprenderei Como seria a vida sem Dani ? Como será a vida sem Dani ? Como me serão as noites de vinho e os donuts transbordantes de recheio sem ela? Quem é ela? O nome dela é Daniela? A amiga primeiraContinuar lendo “A bela e o vinho”

Rose

Embora a música diga que devemos estar atentos e fortes, quase sem perceber, nós acabamos focando nossa mente muito mais em sermos fortes. Sobre estar atentos, quase que instintivamente canalizamos essa preocupação em estar atento apenas ao que NOS representa perigo. Eu nunca havia refletido que o estar atento poderia e deveria também dizer respeitoContinuar lendo “Rose”

As quatro Luas

As quatro Luas Talita, Tamillys, Rafaela, Adriana Quatro olhares por sobre o muro Lançando sementes Plantando o futuro As quatro estações Adriana, Rafaela, Tamillys, Talita Caminhar decidido por cima das águas Domando torvelinhos Superando mágoas Os quatro pontos cardeais A rosa dos ventos Beleza demais As saias rodando Chamando ancestrais Os quatro elementos Rafaela, Talita,Continuar lendo “As quatro Luas”

Pode a doença ser cura?

“Pouco há de patológico nas doenças que mutilam o homem. É o espírito que adoece sem que ele perceba.” VALERIA DE ALMEIDA Hoje em dia muito se espiritualiza sobre as doenças e a condição física humana. Tudo é psicossomático, fruto de falta de perdão, de amor ao próximo ou “ausência de Deus no coração”. PorContinuar lendo “Pode a doença ser cura?”

Eu santa e puta, resisto

Poema agraciado com menção honrosa no festival de poesia de Lisboa 2020 por Fabi, feminista de fibra, carrega o mundo no coração. Jornalista e bailarina,mestre em Educação, Arte e História da Cultura, doutoranda em Antropologia, especialista em Comunicação, Direitos Humanos e Gênero, que há anos escreve para a plataforma Brasileiras pelo Mundo, que congrega mulheresContinuar lendo “Eu santa e puta, resisto”

Saindo do meu armário: Cristã, feminista e fada

Eu sempre imaginei que fosse difícil sair do armário. Tentava me colocar no lugar dos meus amigos LGBTQIs e imaginar como deveria ser, passar por toda essa exposição e execração pública, simplesmente pela sua forma de amar. Parece que as diversas formas de amor incomodam muito mais do que as inúmeras formas de ódio, verdade?Continuar lendo “Saindo do meu armário: Cristã, feminista e fada”

Pássara

O cheiro de café invade o cômodoMistura-se ao cheiro do lençolCorpo de sereia sob a luz da lamparinabethoven: terceira sinfonia em mi bemol O seio empinado revela um frio incomodoele protege seu girassolEla até parece uma meninamas poderia ser um rouxinol 17/08/2020

Tu és o sonho de todos os teus antepassados

Eu nunca tive muito contato com a minha família. Sempre brinco que sou filha de chocadeira porque infelizmente não tenho raízes – ou não as conheço bem.A família da minha mãe sempre foi a família pobre. O vínculo com a favela, a miséria e a violência decorrente dela.As poucas memórias que tenho se referem aContinuar lendo “Tu és o sonho de todos os teus antepassados”

Noturno

Ah marujo meu! O cheiro de cedro do teu barco invade as minhas narinas O balanço das ondas do teu mar embala meus sono, desperta meus sonhos… No convés do teu navio eu danço e celebro a vida E no fundo do teu oceano, sereias oníricas festejam o amor A lua, rainha, beija o solContinuar lendo “Noturno”

Sororidade

Estou cada vez mais convencida de que o feminismo acadêmico não me contempla. Ele é necessário, fundamental, só não me basta. Todo entendimento do mundo sobre sororidade, patriarcado, capitalismo, gênero e sexualidade, são nada se isso não tiver aplicabilidade prática. De nada adianta mencionar Chimamanda, Ângela Davis e Simone de Beauvoir, se você não entenderContinuar lendo “Sororidade”

Carregando…

Ocorreu um erro. Atualize a página e/ou tente novamente.


Siga meu blog

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: