Poemas

Eu santa e puta, resisto Fabi Mesquita

Poema agraciado com menção honrosa no festival de poesia de Lisboa 2020 por Fabi, feminista de fibra, carrega o mundo no coração. Jornalista e bailarina,mestre em Educação, Arte e História da Cultura, doutoranda em Antropologia, especialista em Comunicação, Direitos Humanos e Gênero, que há anos escreve para a plataforma Brasileiras pelo Mundo, que congrega mulheresContinuar lendo “Eu santa e puta, resisto Fabi Mesquita”

Saindo do meu armário: Cristã, feminista e fada

Eu sempre imaginei que fosse difícil sair do armário. Tentava me colocar no lugar dos meus amigos LGBTQIs e imaginar como deveria ser, passar por toda essa exposição e execração pública, simplesmente pela sua forma de amar. Parece que as diversas formas de amor incomodam muito mais do que as inúmeras formas de ódio, verdade?Continuar lendo “Saindo do meu armário: Cristã, feminista e fada”

Pássara

O cheiro de café invade o cômodoMistura-se ao cheiro do lençolCorpo de sereia sob a luz da lamparinabethoven: terceira sinfonia em mi bemol O seio empinado revela um frio incomodoele protege seu girassolEla até parece uma meninamas poderia ser um rouxinol 17/08/2020

Noturno

Ah marujo meu! O cheiro de cedro do teu barco invade as minhas narinas O balanço das ondas do teu mar embala meus sono, desperta meus sonhos… No convés do teu navio eu danço e celebro a vida E no fundo do teu oceano, sereias oníricas festejam o amor A lua, rainha, beija o solContinuar lendo “Noturno”

Sororidade

Estou cada vez mais convencida de que o feminismo acadêmico não me contempla. Ele é necessário, fundamental, só não me basta. Todo entendimento do mundo sobre sororidade, patriarcado, capitalismo, gênero e sexualidade, são nada se isso não tiver aplicabilidade prática. De nada adianta mencionar Chimamanda, Ângela Davis e Simone de Beauvoir, se você não entenderContinuar lendo “Sororidade”

Cotovia

Uma menina sentada na janelaEmburrada ou triste?Está lá sentadaBalança as pernas no arOlhos furiosos, dedo em risteA menina está bonitaOstenta vestido de festaMas não penteou o cabeloPorque a isso não se prestaEla sai na rua com as madeixas em desleixoOlhares repreensivos a ela não importamAltiva que é, empina o queixoUma menina sentada na janelaHá umContinuar lendo “Cotovia”

Iluminuras

De retalhos sou feitaDe peças soltas, nossa históriaIdas, vindas,encontros, buscasO tempo é nosso anjo e nosso algozTambém a distânciaa realidade pode ser desafiadorae a fantasia um refúgio de paz 25/05/2020

No sussurro de um relâmpago

No sussurro do relâmpago,intenso arrepio na espinhaTentei conter-me, mas ali estava a pele e o rosto, o sonho dele e o habitar neleTudo ali no sussurro do relâmpagoOs cabelos curtos,Os olhos negros,A fumaça e a folia…Especiarias enfeitavam o meu corpo a canela e o manjericão,a doçura do mel, a textura do mamãoNaquele leito jaziam muitosContinuar lendo “No sussurro de um relâmpago”


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