Pode a doença ser cura?

“Pouco há de patológico nas doenças que mutilam o homem. É o espírito que adoece sem que ele perceba.” VALERIA DE ALMEIDA Hoje em dia muito se espiritualiza sobre as doenças e a condição física humana. Tudo é psicossomático, fruto de falta de perdão, de amor ao próximo ou “ausência de Deus no coração”. PorContinuar lendo “Pode a doença ser cura?”

Eu santa e puta, resisto

Poema agraciado com menção honrosa no festival de poesia de Lisboa 2020 por Fabi, feminista de fibra, carrega o mundo no coração. Jornalista e bailarina,mestre em Educação, Arte e História da Cultura, doutoranda em Antropologia, especialista em Comunicação, Direitos Humanos e Gênero, que há anos escreve para a plataforma Brasileiras pelo Mundo, que congrega mulheresContinuar lendo “Eu santa e puta, resisto”

Saindo do meu armário: Cristã, feminista e fada

Eu sempre imaginei que fosse difícil sair do armário. Tentava me colocar no lugar dos meus amigos LGBTQIs e imaginar como deveria ser, passar por toda essa exposição e execração pública, simplesmente pela sua forma de amar. Parece que as diversas formas de amor incomodam muito mais do que as inúmeras formas de ódio, verdade?Continuar lendo “Saindo do meu armário: Cristã, feminista e fada”

Sororidade

Estou cada vez mais convencida de que o feminismo acadêmico não me contempla. Ele é necessário, fundamental, só não me basta. Todo entendimento do mundo sobre sororidade, patriarcado, capitalismo, gênero e sexualidade, são nada se isso não tiver aplicabilidade prática. De nada adianta mencionar Chimamanda, Ângela Davis e Simone de Beauvoir, se você não entenderContinuar lendo “Sororidade”

Cotovia

Uma menina sentada na janelaEmburrada ou triste?Está lá sentadaBalança as pernas no arOlhos furiosos, dedo em risteA menina está bonitaOstenta vestido de festaMas não penteou o cabeloPorque a isso não se prestaEla sai na rua com as madeixas em desleixoOlhares repreensivos a ela não importamAltiva que é, empina o queixoUma menina sentada na janelaHá umContinuar lendo “Cotovia”

No sussurro de um relâmpago

No sussurro do relâmpago,intenso arrepio na espinhaTentei conter-me, mas ali estava a pele e o rosto, o sonho dele e o habitar neleTudo ali no sussurro do relâmpagoOs cabelos curtos,Os olhos negros,A fumaça e a folia…Especiarias enfeitavam o meu corpo a canela e o manjericão,a doçura do mel, a textura do mamãoNaquele leito jaziam muitosContinuar lendo “No sussurro de um relâmpago”